Sequência das oficinas de grafiti com grupo da Vila Brás, tomada do antigo prédio, antes pixado, e retomada dos trabalhos em 2009.
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Mural na escola João Goulart
Sequência das oficinas de grafiti com grupo da Vila Brás, tomada do antigo prédio, antes pixado, e retomada dos trabalhos em 2009.
Exposição Rumos Itaú Cultural
Exposição Rumos Artes Visuais - Trilha do Desejo
A partir desta quinta (12), abre para visitação em São Paulo a nova mostra de artistas selecionados pelo projeto Rumos Artes Visuais, do Itaú. Com 45 representantes de 11 estados do país, a exposição - organizada por Paulo Sérgio Duarte e projetada pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha - recebeu o nome de "Trilhas do Desejo" e conta com 72 obras.
Obras selecionadas de Ernani Chaves:
Topos de Goiabeira Escorados
Caixilhos Empilhados
"Em mais uma provocação à gravidade, e também ao tempo, o gaúcho Ernani Chaves traz as esculturas em madeira, Topos de Goiabeira Escorados e Caixilhos Empilhados. Com
ambas, o artista faz torres sem sustentação. Vê-se que elas cairão, mas, na ótica do artista, as obras perduram na disposição desordenada das peças após a queda da estrutura." Imprensa Itaú Cultural
De 12/03 a 10/05/2009
De terça a sexta, das 10h às 21h
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h
Entrada Franca
Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô
Fones: 11.2168-1776/ 1777
Obras selecionadas de Ernani Chaves:
Topos de Goiabeira Escorados
Caixilhos Empilhados
"Em mais uma provocação à gravidade, e também ao tempo, o gaúcho Ernani Chaves traz as esculturas em madeira, Topos de Goiabeira Escorados e Caixilhos Empilhados. Comambas, o artista faz torres sem sustentação. Vê-se que elas cairão, mas, na ótica do artista, as obras perduram na disposição desordenada das peças após a queda da estrutura." Imprensa Itaú Cultural
De 12/03 a 10/05/2009
De terça a sexta, das 10h às 21h
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h
Entrada Franca
Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô
Fones: 11.2168-1776/ 1777
EMPILHAMENTOS & COLUNA
Por Andrea Hofstaetter
O trabalho de Ernani Chaves com empilhamentos é resultado de um processo de descobertas permanentes, construídas a partir do próprio fazer – que é a idéia de poïética. É um trabalho aberto a muitas significações. Os objetos apresentados, a forma de construção, a maneira de operar com materiais, dispostos com intenções conscientes e escolhidos a partir de um olhar atento e marcado por estas intenções – tudo se reveste de uma singularidade especial.
Este processo de construção poética é permeado por vivências pessoais profundas e desencadeou-se a partir de um olhar atento, provocado por questionamentos e percepções surgidas no contexto de produção artística, pelas matrizes e madeiras que se “empilhavam” ao lado de experiências com impressões em gravura.
A gravura faz parte da trajetória de Ernani Chaves há bastante tempo. Algo que caracteriza o processo de gravura é a repetição de impressões a partir de uma ou mais matrizes. As matrizes de madeira, no caso da xilogravura, depois de cumprida sua função, são deixadas de lado. São apenas instrumentos que produzem marcas numa superfície, que é considerada a obra.
Pois estes elementos descartados, que serviram somente de meio para chegar a outro fim, chamaram a atenção do artista, que começou a notar que os ‘empilhamentos’ das matrizes descartadas poderiam se tornar uma outra coisa. E que era possível trabalhar com esta idéia a partir da própria questão em jogo, no desenvolvimento de um trabalho em processo, com gravura. Estas pilhas de matrizes tinham alguma relação com as impressões de vértebras, formando ‘colunas vertebrais’, dispostas em paredes, na vertical – mas de forma bidimensional.
A temática da coluna vertebral, trabalhada em xilogravura, no processo de matriz de topo, se transformou em coluna tridimensional. A coluna se destacou do plano da parede e se tornou real. As vértebras, antes gravadas, passaram a ser constituídas pelas próprias matrizes, empilhadas.
A matriz de topo, por sua particularidade material, pode assemelhar-se muito a uma vértebra de coluna. E o empilhamento realizado com diversas delas lembra, de fato, uma coluna vertebral. É uma coluna diferente, no entanto. Coluna frágil, cambiante, vacilante... Coluna sem corpo. Ou, a própria coluna como corpo. Esta coluna produz uma sensação talvez próxima a certo tipo de experiência, relacionada à instabilidade surgida a partir de um impacto sofrido. Esta coluna precisa de um ponto de apoio – no caso, a parede – e mesmo assim não permanece estável.
Dentre as várias possibilidades desencadeadas por este processo, surgiram empilhamentos com diversos elementos e materiais, em diferentes contextos, formando variados tipos de colunas. Dos elementos encostados à parede, o artista passou a realizá-los também no espaço aberto e mesmo ao ar livre.
A idéia de coluna é recorrente na prática arquitetônica e escultórica. A coluna, na arquitetura, inicialmente tem a função de sustentar a edificação. No decorrer da história assume também funções apenas decorativas. As colunas de Ernani Chaves não são nem elemento de sustentação de outra coisa e nem objeto decorativo. São colunas para serem vistas, sentidas e pensadas como o que são – remetem à própria idéia de coluna e jogam também com a idéia de sustentação. Mas de sustentação da própria coluna, a possibilidade e/ou impossibilidade de a coluna sustentar-se a si mesma.
Uma outra forma de empilhamento realizado pelo artista, além dos topos, é o empilhamento com caixilhos. Nestas propostas o elemento utilizado difere bastante. São caixilhos de apicultura. Consistem em formatos retangulares, de forma irregular, fora de uma geometria perfeita. Isto resulta em empilhamentos também instáveis e orgânicos, conforme se pode ver nas imagens a seguir.
Cada empilhamento destes atinge a altura que sua estabilidade permite, chegando a um limite de sustentação de si mesmo. Aqui já não há mais a referência direta ou tão próxima da imagem da coluna vertebral, mas idéia permanece. Forma-se uma coluna a partir de módulos repetidos, independentes, mas em relação uns com os outros. Os empilhamentos com caixilhos ocorrem de modos distintos: em espaço aberto e também encostados à parede.
Mesmo estando apoiados ou sendo elevados até o limite que permita sua própria sustentação na vertical, nada garante que estas pilhas permaneçam em pé. Não se sabe por quanto tempo durará a estabilidade conquistada a princípio. O ato mesmo de montagem das pilhas é acompanhado de quedas e ajustes na tentativa de assegurar um certo tempo de permanência da condição de pilha.
O caráter do precário ressalta nesta proposta. Um aspecto que acentua este caráter é a possibilidade de desmoronamento das pilhas como parte do trabalho. As idéias de precariedade, provisório, instabilidade, imprevisibilidade e fragilidade acompanham esta proposta. E contrastam com o que somos acostumados a ver no nosso cotidiano, em relação às cada vez mais espetaculares produções culturais. O trabalho se coloca mais em relação com o âmbito do inacabado, do que está em processo, do banal, do que permeia nosso cotidiano e pode estar muito próximo – às vezes tão próximo que quase não é visto, que quase desaparece.
O trabalho do artista, aqui, não é o de realização de um objeto perene, que sustentará por muito tempo a contemplação estética de um fruidor idealizado. O que se coloca neste trabalho é a própria condição de provisoriedade não só das produções humanas, sejam artísticas ou não, mas também das formas de arte, das funções que a arte assume em diferentes contextos de produção, e também da própria vida. Cada empilhamento destes, que pode desmoronar a qualquer momento, se nos apresenta como um problema sem solução, que nos desestabiliza e nos coloca, talvez, em nossa real condição de existência: a de não saber, não poder prever e nem poder dominar totalmente o que será no momento seguinte.
O trabalho de Ernani Chaves com empilhamentos é resultado de um processo de descobertas permanentes, construídas a partir do próprio fazer – que é a idéia de poïética. É um trabalho aberto a muitas significações. Os objetos apresentados, a forma de construção, a maneira de operar com materiais, dispostos com intenções conscientes e escolhidos a partir de um olhar atento e marcado por estas intenções – tudo se reveste de uma singularidade especial.
Este processo de construção poética é permeado por vivências pessoais profundas e desencadeou-se a partir de um olhar atento, provocado por questionamentos e percepções surgidas no contexto de produção artística, pelas matrizes e madeiras que se “empilhavam” ao lado de experiências com impressões em gravura.
A gravura faz parte da trajetória de Ernani Chaves há bastante tempo. Algo que caracteriza o processo de gravura é a repetição de impressões a partir de uma ou mais matrizes. As matrizes de madeira, no caso da xilogravura, depois de cumprida sua função, são deixadas de lado. São apenas instrumentos que produzem marcas numa superfície, que é considerada a obra.
Pois estes elementos descartados, que serviram somente de meio para chegar a outro fim, chamaram a atenção do artista, que começou a notar que os ‘empilhamentos’ das matrizes descartadas poderiam se tornar uma outra coisa. E que era possível trabalhar com esta idéia a partir da própria questão em jogo, no desenvolvimento de um trabalho em processo, com gravura. Estas pilhas de matrizes tinham alguma relação com as impressões de vértebras, formando ‘colunas vertebrais’, dispostas em paredes, na vertical – mas de forma bidimensional.
A temática da coluna vertebral, trabalhada em xilogravura, no processo de matriz de topo, se transformou em coluna tridimensional. A coluna se destacou do plano da parede e se tornou real. As vértebras, antes gravadas, passaram a ser constituídas pelas próprias matrizes, empilhadas.
A matriz de topo, por sua particularidade material, pode assemelhar-se muito a uma vértebra de coluna. E o empilhamento realizado com diversas delas lembra, de fato, uma coluna vertebral. É uma coluna diferente, no entanto. Coluna frágil, cambiante, vacilante... Coluna sem corpo. Ou, a própria coluna como corpo. Esta coluna produz uma sensação talvez próxima a certo tipo de experiência, relacionada à instabilidade surgida a partir de um impacto sofrido. Esta coluna precisa de um ponto de apoio – no caso, a parede – e mesmo assim não permanece estável.
Dentre as várias possibilidades desencadeadas por este processo, surgiram empilhamentos com diversos elementos e materiais, em diferentes contextos, formando variados tipos de colunas. Dos elementos encostados à parede, o artista passou a realizá-los também no espaço aberto e mesmo ao ar livre.
A idéia de coluna é recorrente na prática arquitetônica e escultórica. A coluna, na arquitetura, inicialmente tem a função de sustentar a edificação. No decorrer da história assume também funções apenas decorativas. As colunas de Ernani Chaves não são nem elemento de sustentação de outra coisa e nem objeto decorativo. São colunas para serem vistas, sentidas e pensadas como o que são – remetem à própria idéia de coluna e jogam também com a idéia de sustentação. Mas de sustentação da própria coluna, a possibilidade e/ou impossibilidade de a coluna sustentar-se a si mesma.
Uma outra forma de empilhamento realizado pelo artista, além dos topos, é o empilhamento com caixilhos. Nestas propostas o elemento utilizado difere bastante. São caixilhos de apicultura. Consistem em formatos retangulares, de forma irregular, fora de uma geometria perfeita. Isto resulta em empilhamentos também instáveis e orgânicos, conforme se pode ver nas imagens a seguir.
Cada empilhamento destes atinge a altura que sua estabilidade permite, chegando a um limite de sustentação de si mesmo. Aqui já não há mais a referência direta ou tão próxima da imagem da coluna vertebral, mas idéia permanece. Forma-se uma coluna a partir de módulos repetidos, independentes, mas em relação uns com os outros. Os empilhamentos com caixilhos ocorrem de modos distintos: em espaço aberto e também encostados à parede.
Mesmo estando apoiados ou sendo elevados até o limite que permita sua própria sustentação na vertical, nada garante que estas pilhas permaneçam em pé. Não se sabe por quanto tempo durará a estabilidade conquistada a princípio. O ato mesmo de montagem das pilhas é acompanhado de quedas e ajustes na tentativa de assegurar um certo tempo de permanência da condição de pilha.
O caráter do precário ressalta nesta proposta. Um aspecto que acentua este caráter é a possibilidade de desmoronamento das pilhas como parte do trabalho. As idéias de precariedade, provisório, instabilidade, imprevisibilidade e fragilidade acompanham esta proposta. E contrastam com o que somos acostumados a ver no nosso cotidiano, em relação às cada vez mais espetaculares produções culturais. O trabalho se coloca mais em relação com o âmbito do inacabado, do que está em processo, do banal, do que permeia nosso cotidiano e pode estar muito próximo – às vezes tão próximo que quase não é visto, que quase desaparece.
O trabalho do artista, aqui, não é o de realização de um objeto perene, que sustentará por muito tempo a contemplação estética de um fruidor idealizado. O que se coloca neste trabalho é a própria condição de provisoriedade não só das produções humanas, sejam artísticas ou não, mas também das formas de arte, das funções que a arte assume em diferentes contextos de produção, e também da própria vida. Cada empilhamento destes, que pode desmoronar a qualquer momento, se nos apresenta como um problema sem solução, que nos desestabiliza e nos coloca, talvez, em nossa real condição de existência: a de não saber, não poder prever e nem poder dominar totalmente o que será no momento seguinte.
Oficina de Desenho, Ilustração e Grafitti
Oficina continuada de desenho, ilustração e grafitti
pelo Projeto de Descentralização da Cultura da Prefeitura de São Leopoldo/RS.
pelo Projeto de Descentralização da Cultura da Prefeitura de São Leopoldo/RS.
Feira do Livro de Porto Alegre - 2007
Ambientação da Área Infantil e Juvenil
da Feira do Livro de Porto Alegre/RS.
Outubro/Novembro-2007

Painéis ilustrativos para acesso dos ambientes.


Com meu grande amigo Tcheli,
com quem produzi em conjunto o trabalho de ambientação da área infantil e juvenil da Feira do Livro, em homenagem à arte popular.
Na Feira do Livro-2007 o Tcheli foi homenageado por seu teatro de bonecos reconhecido internacionalmente e por suas invenções, fruto de uma vida imersa
em arte.
Atelier de produção artística.

Oficina de desenho e ilustração no Chuveiro da Letras (Feira do Livro/2007)
da Feira do Livro de Porto Alegre/RS.
Outubro/Novembro-2007

Painéis ilustrativos para acesso dos ambientes.


Com meu grande amigo Tcheli,
com quem produzi em conjunto o trabalho de ambientação da área infantil e juvenil da Feira do Livro, em homenagem à arte popular.
Na Feira do Livro-2007 o Tcheli foi homenageado por seu teatro de bonecos reconhecido internacionalmente e por suas invenções, fruto de uma vida imersa
em arte.Atelier de produção artística.

Oficina de desenho e ilustração no Chuveiro da Letras (Feira do Livro/2007)
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